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quarta-feira, 28 de março de 2012

Judy Garland - O Fim do Arco Íris

 Tive o prazer de assistir a última apresentação de Judy Garland aqui no Rio. A qual comento agora com vocês.


Judy Garland não é uma biografia narrativa como tantas outras, não tem a obrigação de ser didática muito menos educada com o espectador, é uma peça que simplesmente lhe convida para um passeio nos últimos dias de Judy Garland, considerada por muitos uma das maiores estrelas cantoras da "Era de Ouro" de Hollywood.
Com uma produção proporcional a estrela que protagoniza, Charles Moeller e Claudio Botelho acertaram mais uma vez, o espetáculo foi o segundo com mais indicações ao Prêmio Shell de Teatro. Tudo em Judy Garland funciona em perfeita sintonia, atores, luz, som, cenário, músicas... É um espetáculo de fato!
 Sem grandes dramas introdutivos ou qualquer estrutura clichê de musical com aquela primeira musica inicial, seguido de cena/música, cena/música, aqui temos um bom drama, aonde os momentos musicais são reduzidos em número, mas grandes em qualidade. Podemos ver de fato uma PEÇA, o que tem sido raro ultimamente, espetáculos musicais tendem a pender mais para a vertente "show espetacular" e esquecer a parte "teatro", fato esse que Moeller e Botelho tem salvo muito bem, vide "O Despertar da Primavera".
 Claudia Netto brilha como Judy, ela é uma atriz de qualidade gigantesca, tanto dramática como vocal, e nos emociona a cada entrada inusitada de Judy em seus mais ambíguos estados psicológicos. Com parceiros de tamanha grandeza - Igor Rickli e Francisco Cuoco - temos a mais franca e intensa trocação em cena, nada de exageros ou momentos desiguais, cada um completa o outro e o resultado é claro nos olhos dos espectadores, não há quem desgrude o foco da cena um minuto sequer.
 Cuoco, que já vem rotulado por seus trabalhos televisivos mostra uma vertente totalmente contrária e maravilhosa de seu trabalho, sendo um coadjuvante, substituto, generoso, artista! Anthony - seu personagem - emociona, diverte e narra quase que diretamente o desfecho da protagonista com todo carinho que se pode ter ao assunto. Ele cativa tanto Judy como o público, virando o confidente de ambos.
 Rickli também é gigante, contraponto de Judy e Anthony, cabe a ele ser a mão que bate e que ajuda, dando a continuidade a história e garantindo seu brilho ao lado dessas duas feras. Seu trabalho é cuidadoso, intenso, ele e Cuoco excitam a platéia em cada discussão, e isso é bom! O que precisamos é disso, trocas, seja em cena como com o público, ponto mais que merecido para os três.
 Com um cenário maravilhoso, cuidadoso aos detalhes, forte e impactante, temos a parte "espetáculo", o último show de Judy, o "The Talk Of The Town" surge repentinamente em cena e sua grandeza e sutileza encantam, é possível se sentir dentro dos palcos e shows antigos e delirar com as incríveis musicas que Judy nos apresenta.
 Vendo um contexto geral, o que parece é que esse espetáculo foi feito com todo carinho possível aos detalhes, como se fosse um presente. Talvez um sonho antigo do diretor ou um meio de se mostrar que no Brasil também podemos criar obras primas, mas o que não pode se deixar de perceber é isso, os detalhes, os detalhes de cada ator, de cada objeto de cena, de cada acorde tocado, Judy Garland ganha o público por ser poético, delicado mas avassalador. Tal como o furacão que leva Dorothy a um mundo que ela nunca ouviu falar, Judy nos leva a um outro patamar de observação, sentir e emocionar.

domingo, 7 de agosto de 2011

Porquinhos, o musical!

Nessa minha nova temporada aqui no Rio de Janeiro tive a oportunidade de assistir a peças de colegas meus as quais estarei comentando aqui no blog.
A dessa semana foi "Porquinhos, o musical!", um musical infantil totalmente diferente dos padrões que estamos acostumados a ver nesse gênero.
Buscando quebrar com a linguagem infantilóide e com a obviedade das histórias infantís, Porquinhos conta a história dos 3 porquinhos de um modo totalmente novo, uma estética nova, adaptada a realidade das crianças de hoje e incrivelmente boa.
A diferença começa logo cedo quando nos é apresentado um narrador que a longo da peça tem vários apartes onde mistura a história e distorce acontecimentos óbvios, nos apresentando uma versão "Black" dos três porquinhos. Essa versão black conta com três tipos interessantes de hoje em dia, a preguiçosa, a bipolar e o nerd, uma mistura que garante muitas risadas. Uma coisa muito boa de se ver nesse texto é a adaptação para as atualidades, coisa que até então só tinha visto em "Avenida Q", piadas atuais usando um "você, você quer" ou uma entrada em cena ao som de Beyonce, sim as crianças conhecem e ouvem isso toda hora, não são excepcionais que vivem no mundo da Disney, já era hora de utilizar isso e deixar de ser didáticos em infantís.
Isso tudo junto a uma excelente capacidade vocal e boas músicas fazem valer muito a pena o espetáculo, com uma qualidade cenográfica e de figurino muito acima da média para infantís, é um espetáculo mais que merecido as crianças e jovens, um espetáculo inteligente!
Em cartaz no Teatro Vanucci no Shopping da Gávea aos sábados e domingos.
Elenco: Evelyn Castro, Rai Valadão, Rodrigo Fernando, Érika Thomas , Rayssa Bentes e André Lemos

domingo, 18 de abril de 2010

Making Musicals 2

 Making Musicals 2 - Direção: Hudson Glauber, Dir. Geral: Wolf Maya

 Ufa, finalmente estreiamos!
 Hoje quero falar mais no pessoal, não como uma abordagem crítica do espetáculo, mas sim dividir com vocês um pouco do que tem sido esses últimos 7 mêses de preparação para o espetáculo.
 Bom, pra começar tenho que confessar que foi a minha primeira experiência musical em palco, já tinha feito peças sim, mas nunca dançado, cantando e sapateando, foi muuuito louco! Mas vamos por partes....

 O Período de Aulas
 Esse foi o período mais light do processo, passamos por muitas experiências novas, ví pessoas que tinham vergonha de abrir a boca, de soltar um berro, cantarem, se jogarem, acho que foi muito bom, todos sem exceção deram um salto qualitativo gigantesco, aliás, todos que se esforçaram, pois nessa época já se apresentavam os primeiros "levando com a barriga".

 O Período de Montagem
 Esse foi o mais chato, com certeza! 
 Montar um espetácul é difícil, quando você resolve começar a montar um espetáculo no dia 04 de janeiro, pior ainda! Essa fase foi a mais chata não por tensões ou discussões, mas por ter sido a mais repetitiva sem crescimento, infelizmente nem todos que estavam presentes tinham real interesse ou ao menos se esforçavam para comparecer aos ensaios.

 O Período Final Pré-Wolf
 Esse sim foi tenso, começamos a correr contra o tempo, a trabalhar em ritmo profissional, a dobrar, triplicar ou até mesmo quadruplicar a carga horária de ensaios. Foi nesse período que começaram as fofocas, discussões e toda a bad que reinou por dias, botando a prova os ânimos de todo mundo e fazendo muito neguinho pedir pra sair. Depois de tanto ensaiar com nossos professores chegava a hora de ter um diretor mandando e desmandando tudo(Hudson), hora de assumir o compromisso profissional com o espetáculo e fazer nosso papel real, obedecer e fazer bem feito, só!

 O Período Final Pós Wolf, A Última Semana!
 E lá veio ele, a vinda dele era tão esperada e temida como a segunda vinda de Jesus Cristo, cada um tinha sua história própria que caracterizava Wolf Maya, o tirano, o promíscuo, o gente boa... Quando chegou acho que até ele mesmo tomou um susto com o espetáculo, aaah como teve trabalho esse diretor! 
 E pra ajudar a dar um tom mais caótico a história, ainda tinhamos uma equipe técnica com novos e antigos profissionais da escola, parecia que realmente a estréia seria adiada.

 Últimos Dias, Quinta Feira...
 Quinta feira, um dia para a volta do Wolf, será que estava tudo ok? Seguimos todas mudanças conforme ele queria? Estava a equipe agora familiarizada com o espetáculo? O que estava por vir? Esse foi o dia cruél, perdemos dois colegas de palco, DOIS DIAS ANTES DA ESTRÉIA, isso resultava em praticamente 14 horas de ensaio, para mim e para o manga! Tivemos que repor os papéis dos nossos colegas que saíram, decorar músicas, números, coreografias, tudo isso em menos de um dia para apresentar o geral final para o Wolf - TEEENSO - .

 Últimos Dias, Sexta-Feira...
 Começamos o dia bem, um geral logo cedo com o Mestre Huds para dar aquela esquentada e organizada no que estava meio termo, uns acertos e bora almoçar que depois do almoço o wolf ta aí ok? 20 minutinhos e quero vocês de volta! Hahaha... 
 Wolf chega, começamos o geral, ele vê e então começamos o último geral, decupando a peça e dando os retoques necessários, daí adiante passamos o dia nisso, repetindo números e mais números, arrumando coisas pequenas, mudando idéias, usamos nosso horário ao máximo, agora só nos restava o sábado!

 Sábado, A Estréia!
 Chegou o diaaaa!
 Eu sou sincero, estava louco! Não me sentia como antigamente, morrendo de ansiedade, com o coração acelerado, mas acordei as 4 da manhã e não consegui mais dormir, foi fooooda! Eu tinha tanta coisa para pensar que a cabeça estava a mil, minha preocupação era com o solo do final, a música Gold Digger, tinha pego a letra quinta feira a noite e a melodia só consegui na sexta feira a tarde, eu praticamente passei o dia só fazendo isso, cantando! Era Gold Digger de "bom dia", Gold Digger de "uma mc-oferta do quarteirão com queijo", Gold Digger pra tudo!
 Terminamos a limpeza dos números, isso já era mais ou menos uma hora da tarde, e agora? Bora passar mais um geral! Tio Wolf, tio Wolf, só você! Haha. Terminamos o geral, parece que tudo estava ok, então era hora de almoçar, relaxar para a estréia, certo? ERRADO! Era 2:50 da tarde, dentro de 10 minutos estávamos estreiando, nossos 7 mêses se resumiam a aquele momento, tensão, medo, crises pessoais, tudo acontecia naquele momento!
 Pois bem, nos arrumamos no palco, era a hora, as pessoas começavam a entrar, que frio na barriga! Acho que esse foi um dos momentos que mais gostei nesses tempos de São Paulo, apesar de todas desavenças e tensão que passamos, nos juntamos todos numa roda e rezamos, fizemos nossas preces, pedimos proteção e nos abraçamos, a energia foi ótima!
 Eis o terceiro sinal! Santo Cristo passam mil coisas na cabeça, batida, foot loose começa! Daí pra frente tudo segue maravilhosamente bem, o pior passou e tantos mêses de ensaio nos deram estofo suficiente para não fazer feio. Tudo corre super bem, até que chega a hora de terminar o espetáculo, vem o meu tão desejado mas tão temido Gold Digger!!!! O que posso dizer é que dei meu melhor, mas... ACERTEI! Huauhuahuahuahuahuahuahauhauhaua Graças A Deus e a toda minha nóia de ficar o dia todo encima dessa música, cheguei na hora e tudo correu maravilhosamente bem! Iiiiiiissa!
 Finalizamos nosso espetáculo maravilhosamente bem, nada deu errado, as pessoas amaram, já não consigo pensar em como vai ser a minha vida daqui pra frente, tudo isso que tanto me irritava,  preocupava e tirava o sono, vai me deixar um vazio tão grande, mas ótimas lembranças com certeza!

 Bom, aí vai umas fotos da nossa estréia:
Foot Loose
There's No Business Like Show Business
Roda Viva
 Gold Digger

 É isso galera, por tudo isso que acabei meio que dando um tempo do blog, mas como podem ver valeu muito a pena e ainda vale, estamos em cartaz, segue os dados:

Teatro Nair Bello, Shopping Frei Caneca - Sábados as 15hrs, Domingos e Segundas as 21hrs, Ingressos: R$: 15,00.

 Apareçam lá!
 Uma semana abençoada a todos!

domingo, 4 de abril de 2010

O Despertar da Primavera - Spring Awakening

"O Despertar da Primavera", de Charles Möeller e Claudio Botelho

  Depois de uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro, O Despertar da Primavera chega a São Paulo causando um furor imenso, ouvi falar tanto desse musical que confesso que não aguentava mais esperar pra ver. Uma coisa era comum dentre os comentários, não ouvia nada de ruim, NADA mesmo! Nem pra ter um amigo recalcado que falasse "Ah eu canto melhor que o protagonista" ou "Nossa você viu o cabelo da fulana? É horrível!", parece que a dupla Charles Möeller e Claudio Botelho pensaram em tudo mesmo!
 A adaptação brasileira de Spring Awakening tem uma particularidade boa, foi autorizada a ser dirigida ao nosso modo, ou melhor, ao modo dos mestres Charles e Claudio. Não tivemos aqui uma réplica da Broadway, como muitos outros espetáculos que já passaram pelo Brasil, temos uma atitude ousada e muito bem pensada, que merece ser reconhecida ao máximo, visto que temos excelentes diretores no Brasil que pararam no tempo, possuem condições, criatividade mas não ousam dar a cara a tapa para tentar algo novo.
 Na peça tudo tem a mais perfeita harmonia, não temos cenários espetaculares que se movem de um canto ao outro, giram ou explodem, somente jogos de iluminação, uns 3 ou 4 panos que fecham a cena de background, um pano de boca de cena e nesse intervalo entre eles uns andaimes simples que criam um segundo andar para o elenco contracenar ou dar suas intervenções. Também não existem figurinos monstruosos que tiveram que ser importados da conchinchina ou da escandinávia, se o elenco faz duas trocas de roupa é muito, exceto os adultos que fazem vários personagens. O que temos de mais monstruoso nesse espetáculo - e que deveria ser levado a mesmo ponto em TODOS espetáculos - é o trabalho dos atores, esses sim merecem uma salva de palmas em pé pelo seu trabalho - eles e a direção claro -, eles são de uma dramaticidade tão grande que não precisam - e nem existe no espetáculo - ficar sapateando, dançando horrores ou cantando ópera para chocar o público, eles estão tão dentro dos seus respectivos personagens que conquistam o público a cada entrada, sem fazer nada demais, somente viver o personagem dentro da sua complexidade, muito bem explorada por toda equipe que os preparou para a peça.
 Não digo isso criticando os espetáculos que tem todas essas abordagens e criações, seria muito controverso, até porque faço parte de um espetáculo que tem justamente tudo isso. Falo isso no sentido de que as coisas nem sempre precisam ser extraordinárias para serem maravilhosas, as vezes a beleza mora no simples e não nos damos conta, as vezes o menos é mais, e isso é o que acaba valendo no final. Digo com a maior convicção, amei o Despertar da Primavera mais do que qualquer Hairspray ou Cats e se tivesse opção dos três escolheria por estar no elenco do mesmo. Não temos grandes globais para trazer público ao teatro, as pessoas vão porque é bom mesmo, porque ao assistir você chora, se desliga do mundo, invés de ficar olhando o relógio impacientemente pensando quantas músicas a gordinha ainda vai cantar até que você possa ir embora. O elenco é composto de pessoas jovens, novas e pouco conhecidas, porém muito talentosas, isso é legal, é ousado! Chega de repetição, as pessoas não aguentam mais ver sempre os mesmos atores interpretando milhões de papéis, ou como a crítica já diz, o ator X interpretando o ator X, pois nem isso mais eles fazem questão de dar, um mero diferencial em cada trabalho, isso é bom para nós, novos artistas, serve de aviso aos rodados, "atenção, uma nova geração está chegando, talvez seja a hora de vocês também ousarem se quiserem se manter no seu respectivo lugar".
 No Brasil temos um sistema educacional ridículo que nos condiciona a repetição e memorização, o que importa é o 2+2=4 e não o caminho que você levou, o raciocínio que fez até chegar ao resultado, por isso criamos uma geração de repentistas que não possuem criatividade ou não tem culhão para criar e se expor, pois quando uma pessoa cria e apresenta sua idéia as outras pessoas ela se expõe ao ridículo, temos medo disso, sim, pois o público ama criticar, mesmo não tendo capacidade de criar 10% do que viu! Felizmente ainda temos uns bons corajosos que nos fazem acreditar em um futuro diferente ou pelo menos nos motivam a pensar diferente e criar o nosso caminho, a Charles Möeller e Claudio Botelho, eu tiro meu chapéu!

sexta-feira, 12 de março de 2010

My Fair Lady

"My Fair Lady", de George Cukor.

 Um musical que surpreende, do início ao fim, sem dúvidas!
 Temos aqui um musical de 1964, época em que os musicais começavam a ficar massantes por seu formato. Os estúdios Warner fizeram a mais pomposa de suas apostas e faturaram alto com "My Fair Lady", foi vencedor em 8 prêmios Oscar, 3 prêmios Globo de Ouro, 1 NYFCC Award e ocupa atualmente a 8ª posição na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos.
 No filme temos a história de Eliza Doolittle, uma florista de rua que trabalha por centavos vendendo violetas e acaba conhecendo Henry Higgins, um renomado professor de fonética que tem uma capacidade incrível de identificar as pessoas por suas vozes. Através de uma aposta proposta por um amigo, Higgins tem 6 meses para transformar aquela garota que praticamente é uma mendiga vulgar em uma dama da mais alta classe.
 A comédia reina o tempo todo, Eliza, interpretada por Audrey Hepburn, é super temperamental e histérica, mas tem um toque de boa moça que dá um ar cômico gostoso as suas discussões com o professor Higgins. Cenários bonitos e bem trabalhados nos fazem até pensar que esse filme pudera ter sido gravado em 1980 ou algo em torno disso, a qualidade é de tal tamanho que fiquei surpreso quando lí a ficha técnica do filme e ví se tratar de 1964. O enredo do filme não foge muito do desafio proposto ao professor e o desenrolar do progresso de Eliza. O engraçado foram os detalhes propostos, que de tão minimalitas passam quase despercebidos, desde a corrida de cavalos onde todo o cenário e o figurino de cena é composto de preto, branco e cinza - traduzindo perfeitamente a frieza das pessoas daquela época - até mesmo os sentimentos dos personagens, no filme todo não aparece uma única vez um "eu te amo" nem mesmo do garoto apaixonado por Eliza. Quando começamos a ter uma pequena noção de algum sentimento entre Eliza e o professor Higgins já nos damos por conta da última cena do filme e o mesmo acaba nessa incógnita dos dois.
 Ainda não acredito que aguentei duas horas e quarenta e três minutos assistindo o musical, tenho que enfatizar que é excelente mesmo, pois não tenho paciência nem para filmes de mais de uma hora e meia, quem dera para quase três horas então! E fiquei preso do começo ao fim do filme, enfeitiçado! Recomendo para quem assim como eu acha que os musicais antigos são todos monocordes, bobos e massantes, nos faz mudar de opinião, My Fair Lady é diferente, com toda certeza!
 Uma curiosidade: 
 Recusaram Julie Andrews (de A Noviça Rebelde), que protagonizara a peça na Broadway, pelo simples fato de ela ainda não ser muito conhecida, substituindo-a por Audrey Hepburn, um dos nomes mais consagrados de Hollywood. No fim, Julie Andrews levou a estatueta de Melhor Atriz por Mary Poppins, seu primeiro filme, enquanto que Audrey Hepburn nem sequer chegou a ser indicada.
 Rede Globo, fica a dica! :D

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

R.E.N.T. - Os Boêmios

 Ufa, finalmente sobrou um tempinho! E nada melhor do que falar sobre o RENT, meu musical preferido em todos aspectos!

 Acho que Rent foi um dos musicais que mais me despertou a curiosidade de estudá-lo, é complexo de tal modo que quanto mais informações você encontra, mais informações você precisa para complementá-las e compreender todo o contexto.
 Rent trata de uma polêmica forte na época em que se passa o filme, a aids, e cria todo um drama trágico encima desse tema. Musicalmente falando, tanto as composições para personagens como para momentos fecham 100%, é uma coisa de louco! Se analisarmos a história de cada personagem, veremos que sua voz é 100% de acordo com sua história, sua psique, exemplo: Maureen, com todo seu comportamento ousado, seu estilo sapa-pega-todas, tem a voz concordante, aquela voz estridente, aguda de puta pobre, e é exatamente a personagem, e Collins então, o negro evangélico criado no bronks, acostumado a corais de igreja e a muita repressão, sua voz é outro exemplo de como o filme foi trabalhado pedaço por pedaço sem esquecer de nada, a voz grave, ovalada, condiz exatamente com o personagem Collins.
  Como falei de vozes tenho que falar também das músicas, e são essas a marca forte de Rent, nada de músicas copiadas de algum lugar, como Moulin Rouge, são composições originais que transmitem a mensagem do filme e suas respectivas situações com uma exatidão inigualável. Se falarmos de qualquer música lembraremos de um personagem específico, do momento específico, tudo foi trabalhado aos mínimos detalhes.
 Adorei todo o filme, todos atores são excelentes, com destaque para Wilson Jermaine Heredia, que interpreta a drag queen Angel, seu trabalho ultrapassa qualquer outro trabalho de ator fazendo um transformista, a perfeição que Wilson passa com a Angel é algo fora do normal, muito emocionante. 
 O musical Rent ficou 12 anos em cartaz na Broadway, e o filme foi lançado em 2006, para comemorar os 10 anos da estréia da peça.
 Termino a postagem com a música tema do filme, Seasons Of Love, boa quinta-feira!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Moulin Rouge

 Moulin Rouge, Amor em Vermelho.


 Esse é mais um dos filmes que eu listo como obrigatório! Tanto para quem gosta de musicais como para quem gosta de romances, o filme é um misto dos dois muito bem feito. Estrelado por Ewan McGregor e Nicole Kidman, já é de se esperar um trabalho esplêndido e é justamente o que os dois nos mostram. O elenco variado que os acompanha nos dá um ar de um verdadeiro "conto romântico", com direito a todos os tipos, situações e peripécias que acontecem em todo romance. 
 No filme Ewan é um poeta que briga com o pai para mudar para Montmartre, uma zona bohêmia de paris, onde fica o bordel - clube de dança Moulin Rouge, onde ele conhece Satine, a cortesã do local. Daí por diante o romance dos dois desenvolve-se a medida de que os problemas são colocados no seu caminho, e tudo isso claro com uma musicalidade incrível, Ewan tem um timbre bonito e canta músicas muito boas também, como "Your Song" do Elton John, entre outras e até mesmo um medley com várias músicas super conhecidas.
 Quanto ao trabalho dos dois, Ewan e Nicole, não há dúvidas a se levantar, fizeram muito bem feito e junto com o conjunto final, que agrupa toda equipe envolvida no filme, resultou em 6 indicações ao Oscar, ganhando em 2.
 Minha única decepção é que Moulin Rouge não tenha sido levado a Broadway, não sei o motivo mas acredito que deve ser algo relacionado aos direitos autorais de todas músicas, pois todas presentes no filme já eram bem conhecidas.
 Bom pra assistir, se emocionar e até para cantar! Recomendadíssimo!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Footloose


  É um filme que não me gerou uma grande tensão, um enredo simples e nada de grande trabalho por parte dos atores, quem ganha destaque é o coreógrafo que montou as coreografias do filme, mas por parte do elenco posso até dizer que é tão manjado quanto Grease, bem superficial, o que o Kevin Bacon tem de bom os outros atores tem de superficial, sendo assim há um contraste, mas nada que o tire da linha mediana como qualquer filme.
 O filme conta a história de Ren McCormick, interpretado por Kevin Bacon. Ren foi criado na cidade grande e muda-se para uma cidade do interior que não é muito bem evoluída e é cuidadosamente administrada pelo padre Shaw Moore, que proibiu a dança, músicas e bailes alegando que os mesmos são rituais do demônio.
 Conforme o filme desenrola e o jogo vai ficando limpo descobre-se que o padre Moore luta pelas proibições desde que seu filho morreu, em virtude de um acidente em um agito de formatura. Cabe a Ren mobilizar os estudantes e lutar por um baile de formatura, coisa que não é fácil pois muitas pessoas influentes estão do lado do padre Moore e fazem de tudo para fechar o caminho do rapaz.
 Indicado ao Oscar pelas canções Footloose e Let's Hear It For The Boy, concorrendo na categoria melhor canção original.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Hairspray

HAIRSPRAY!

Poxa vida, que feio, comprei esse dvd e levei uns 3 mêses pra assistir, todo dia me enrolava, e sabem de uma? Eu que estava perdendo! É simplesmente maravilhoso!!!
Curti muito, um musical legal, animado, com um elenco bom,  no geral um trabalho muito bom. As vezes formam elencos maravilhosos e pecam no enredo, ou o contrário, já no caso do Hairspray não posso dizer isso, está tudo fechando.
O que eu mais curti no filme foi sem dúvida o John Travolta como a mãe da Tracy, ficou praticamente irreconhecível, tanto que só fiquei sabendo que era ele porque um amigo me falou, pra mim era uma big momma de primeira mesmo hahahaha
Merece atenção também a grande Queen Latifah, ví ela no Chicago e no clipe Lady Marmalade do Moulin Rouge, e estava louco pra vê-la em ação de novo, nesse filme ela não deixou por menos!
O filme conta toda trajetória do sonho de uma garotinha digamos que “gordinha” que sonha em dançar num programa de tv, o programa do ciclope, auhauhauhauhauahuah FALEI!… Tá bom, o Corny Collins Show, é que o ator que faz o Corny é James Marsden, o ciclope do x-men. Voltando ao filme, essa garota vê a sua oportunidade quando uma menina do elenco de dançarinas anuncia que vai sair do programa e abrem testes para uma nova dançarina. A história se desenrola toda com base na aventura que a gordinha Tracy Turnblad vive, desde os testes até o concurso final da miss Hairspray.
Se fosse só pelo Travolta já valeria a pena, com todo esse elenco incrível junto, é mais que obrigatório. Recomendo! (y)