quarta-feira, 31 de março de 2010

Pérolas...


"É importante saber,compreender que existem pessoas com tamanha sensibilidade e essa influência positiva que sempre será Boal ficará presente como forma de transformação para os que desejam um mundo mais justo"

AUGUSTO BOAL
Dramaturgo, Diretor e Teórico de Teatro

Pérolas...


"O ator deve trabalhar a vida inteira, cultivar seu espírito, treinar sistematicamente os seus dons, desenvolver seu caráter; jamais deverá desesperar e nunca renunciar a este objetivo primordial: amar sua arte com todas as forças e amála sem egoísmo."


CONSTANTIN STANISLAVSKI
Ator, diretor, estudioso e criador de técnicas teatrais

Pérolas...


"Quando um personagem nasce, adquire imediatamente tal independência inclusive do seu próprio autor, que pode ser imaginado por todos em tantas outras situações em que o autor não pensou inseri-lo, e às vezes pode adquirir também um significado que o autor jamais sonhou em dar-lhe!"

LUIGI PIRANDELLO
Escritor Dramaturgo Literatura Moderna

terça-feira, 30 de março de 2010

Pérolas...

 A partir de hoje estarei postando sempre que possível algumas pérolas de grandes atores ou estudiosos de arte dramática no intuito de destacar um pouco de suas personalidades através de suas próprias palavras...


"A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade."   

FIÓDOR DOSTOIEVSKY - Escritor e filósofo russo

segunda-feira, 29 de março de 2010

A Profissão da Senhora Warren

"A Profissão da Senhora Warren", de George Bernard Shaw.

 Procurando estudos sobre a peça, achei a frase que define a peça inteira: "Conhecer o passado para entender o presente". E é justamente no mais profundo sentido da frase que podemos definir A Profissão da Senhora Warren, uma das grandes peças de George Bernard Shaw que contribuíram para seu patamar de um dos maiores escritores do século XX.
 Assim como Brecht, Shaw trabalha uma crítica irreverente ao sistema e ampla em sua análise, porém satírica, não dramática a último grau mas também não escrachada. Vemos isso claramente nessa peça, que tem um tema até que não tão denso, uma mãe que forma uma filha nos centros educacionais elitistas de seu país, quase não convive com a mesma e forma um comportamento independente na garota, independente e um tanto quanto arrogante, até que vem a tona a origem do dinheiro que financiava a filha, uma rede de prostíbulos que a mãe mantém.
 Durante toda a peça mãe e filha tentam justificar seus pontos de vista e decisões, a mãe quer de todo modo explicar que não teve outra oportunidade na vida, que era aquilo ou viver como uma empregada ganhando trocados que mal dariam para comer, crítica pesada ao modo como eram tratadas as mulheres da época, ou ladies finas ou escravas operárias. Já a filha, durona e insensível, faz a linha mulher moderna, independente de sentimentos, trabalhadora ávida, a mulher que paga suas contas e não deve nada ao mundo, que faz jus a sua posição no concurso de cambridge e não exige nada mais do que consideração a isso e não-convecionalismos cotidianos de seus pretendentes e pessoas que a rodeiam, ojerizando cada vez mais a mãe enquanto seus tantos pretendentes revelam o passado dela.
 Dizem que a Irlanda, a primeira colônia inglesa e que até hoje tem marcos de sua dominação, gerou uma condição marginalizada que servia como combustível a Shaw, que motivava sua criatividade e seu modo ácido de criticar os comportamentos com tamanha sátira. De tal acidez pude aproveitar e pesquisar umas frases incríveis que Shaw escreveu em sua vida:
“Se nosso pequeno mundo não nos permite compreender o grande mundo que nos rodeia e nos cerca, é porque ou somos medíocres ou não conseguimos entender coisa alguma da vida. Ou as duas coisas.”
“Tem gente que sonha com realizações importantes, e há quem vai lá e realiza.”
“Traduções são como mulheres. As bonitas não são fiéis. E as fiéis não são bonitas.”
“Um jornal é um instrumento incapaz de discernir entre uma queda de bicicleta e o colapso da civilização.”
“O problema dos pobres é a pobreza; o dos ricos é a sua inutilidade.”
“Alguns homens vêem as coisas como são e dizem: por quê? Eu sonho com as coisas que nunca foram e digo: por que não?”
“Tudo o que faço é jornalismo, e nada que não seja jornalismo sobreviverá.”
*Frases retiradas do acervo do Portal Sesc SP.

Boa terça a todos!

sábado, 27 de março de 2010

A Cor Púrpura

 "A Cor Púrpura", dirigido por Steven Spielberg.

 Acho que um dos filmes mais dramáticos que já assisti, esse filme de 1985 pode ser facilmente considerado uma "obra-prima", tem um tema denso e muito bem trabalhado: o racismo, tem a estréia de Whoopy Goldberg no cinema, como a protagonista Célie, Oprah Winfrey como Sofia e Denny Glover como o Sinhô.
 Sempre que definem temas para filmes os diretores correm o risco de caírem em clichês, como sempre considero nas abordagens do blog, porém A Cor Púrpura foi muito além do exterior, melhor do que isso, teve um trabalho dramático tão profundo que talvez se fosse refeito nos dias de hoje não teria tamanha grandeza.
 O filme - baseado no romance da escritora americana Alice Walker - se passa no início do século nos estados unidos. A história remete ao passado que nossos avós e pais nos contam, com uma veracidade incrível, nos sentimos familiarizados com tudo que se passa. Nela temos Célie e sua irmã Nettie, irmãs muito ligadas afetivamente, que são separadas após uma série de fatores.
 Célie desde então passa por humilhações cruéis impostas pelo marido, o que não foi muito diferente de nossas avós, apanhavam e tinham no marido um exemplo de carrasco. Whoopy trabalha muitíssimo bem, ela tem uma densidade, um conflito interior tão grande, que choca em todo momento que o close fecha nela, conforme a sua personagem vai criando coragem no filme, ela cresce de tal maneira que nem parece ser a mesma do começo da história, incrível demais! O que me impressionou muito também e foi o motivo pelo qual procurei o filme, foi o fato de Oprah Winfrey estar no elenco, juro que não fazia idéia de que ela era atriz, mais do que isso, uma excelente atriz!!! O trabalho desenvolvido por ela no filme é fácilmente comparável ao de Jennifer Hudson em Dreamgirls, se não melhor.
 Por se tratar de um filme só de negões americanos é claro que não podia faltar música, é de se arrepiar as poucas vezes que Shug Avery canta um blues, típico!
 A visão feminista do filme é clara desde o começo, Célie manda cartas a Deus, comunica-se com ele, pois não podia sequer dirigir a palavra ao marido que já era motivo de sobra para agressão; descobre através da amante do marido - Shug - o que é compaixão; admira Sofia, mesmo mandando Harpo bater nela; sonha com a volta da irmã Nettie, sua última esperança de família e carinho.
 É triste ver a tamanha indiferença com que o marido a trata, deixando claro seu interesse nos seus ofícios domésticos e no sexo, nada além disso. É de uma animalidade tão grande que choca! Sim, choca, pois quando o Sinhô encontra sua amante vemos nele o oposto de como ele é com Célie, triste realidade que até hoje muitas mulheres ainda enfrentam.
 Dirigido por Steven Spielberg, o filme teve 10 indicações ao Oscar mas infelizmente não ganhou nenhum prêmio, 5 indicações ao Globo de Ouro, ganhando na categoria melhor atriz - drama.

domingo, 21 de março de 2010

"Contos Proibidos do Marquês de Sade"

"Contos Proibidos do Marquês de Sade", dirigido por Philip Kaufman.


 Bom, muitos só de lerem o título do filme já esperam algo chocante, pelo menos eu quando comprei o filme... E realmente tive! Diferente do que esperava, algo chapado, expresso ao extremo ou digamos que estereotipado.
  Felizmente a única coisa que não temos nos "Contos Proibidos do Marquês de Sade" são estereótipos, pelo contrário, temos arquétipos e uma história acima do próprio Marquês, temos as nossas histórias, a história do mundo que vive lutando contra a moral e os desejos mais profundos do ser humano, dos que vivem tentando manter a "normalidade" e escondendo os considerados "diferentes" da sociedade.
  Diferente da vida do verdadeiro Marquês de Sade, que acabou em um asilo, temos no filme o nosso Marquês em um sanatório, preso do mundo e livre somente a seus pensamentos e suas preciosas penas para escrever, preso do mundo mas livre do julgamento de morte por correr risco de virar um revolucionário. Estamos em plena época da revolução francesa, o rei e a sociedade chocam-se com os escritos do Marquês, que escreve sobre as maiores perversões humanas, sexo, falsidade, jogos.... Sade era incrível, horas brilhante e sensível, horas egoísta e demoníaco. Tão contraditório quanto atual! Os personagens do filme são os personagens das nossas vidas, nós somos Sade, nós somos o padre bonzinho, nós somos o médico-monstro, nós somos a lavadeira virgem fascinada pelo desconhecido, com tanta vontade de viver e de amar que é capaz de desobedecer as regras e manter Sade produzindo, porque a sua ficção representa a vida, enquanto o sanatório representa a morte. Esse desconhecido que motiva cada um dos personagens é o desconhecido que nos motiva, agimos por impulsos, por natureza, assim como Sade, que momento algum negou suas intenções ou impulsos, apenas citava: "É apenas ficção!" mas não deixava de expressar o mais profundo desejo humano seja ele mais perverso que fosse. Assim como todos personagens tambem faziam. Sade via nos seus escritos uma libertação do tormento que o assolava e da razão que o fazia enchergar além do catolicismo pregado pelo Padre diretor do sanatório.
  Ví críticas sobre o filme não ser tão sádico quanto o sentido da palavra, mas desconsidero-as pois acredito que se passasse do ponto que foi feito já seria exagero, o filme tem como essência a mensagem, a história e o impacto que ambas causam no espectador, não pornografia e crueldade.
 O incrível embate dessas tantas personalidades junto com suas ambições e crenças leva o filme a patamares invejáveis, é incrível como conseguiu ser um filme comercial com um elenco hollywoodiano sem perder sua essência.
 Após assistirmos o filme é interessante parar para analisar, Sade não defendia justamente a falta de moral? Então não seria ele o espelho da mesma, logo fazendo sentido a presença da moral? Interessante não? Pois é, só sei que o Marquês está dentro de nós... E quer escrever! Maldito! Ele quer escrever... 

quarta-feira, 17 de março de 2010

As Troianas - Vozes Da Guerra

"As Troianas - Vozes Da Guerra", livremente inspirada na peça "As Troianas" de Eurípedes, dirigida por Zé Henrique de Paula.

 Tive a oportunidade de ir ao Festival Ibero-Americano de Teatro semana passada e ver várias pérolas do teatro sul-americano e entre elas estava essa magnífica peça! "As Troianas" nos dá um paralelo entre a Guerra de Tróia e a Segunda Guerra Mundial de um modo muito diferente do rotineiro: um trabalho excepcional de corpo e um texto em ALEMÃO. É incrível como o não entendimento auditivo do texto não atrapalha em nada no entendimento da peça. Temos uma carga dramática muito bem trabalhada, uma história já conhecida e uma execução muito bem elaborada.
 Na peça vemos a história de um grupo de mulheres judias que são transportadas para um campo de concentração alemão e lá passam pelos piores sofrimentos do ser humano, desde o descaso até a privação dos direitos mais primitivos. As situações de cena são muito complexas - os atores praticamente não saem de cena um minuto - nos fazem refletir se há alguma esperança em um campo de concentração, a dor da opressão e crueldade das pessoas que tem o poder, o que é muito atual, infelizmente.  
 Existem vários fatores diferenciais da peça - além do texto em alemão - as mulheres troianas comunicam-se quase que todas as vezes pelo canto, quase sempre tristes, mas tambem a situação não permite outro estilo. Outra proposta muito difícil e que foi bem trabalhada na peça é a presença de uma criança em cena, temos uma criança vivendo a situação real, nada infantilizado ou ridículo como vemos em infantis e sim super dramático, a ponto da criança representar o filho de Heitor, o último dos troianos, ser morta para simbolizar o fim dos guerreiros troianos e termos seu corpo em cena caído enrolado em panos, inerte da morte até o fim da peça, difícil isso para uma criança.
 Dou os meus mais sinceros parabéns aos atores, pois na ocasião que assisti um ignorante levantou-se da platéia e reclamou DIRETAMENTE em alto e bom tom aos atores pelo texto ser em alemão e os mesmos continuaram a execução de cena como se nada tivesse acontecido, não moveram um olhar que fosse. Isso foi uma das coisas que me fez sentir mal naquele dia, me irrita ver como temos a arte desvalorizada no Brasil, sendo o festival todo gratuito e mal aproveitado por parte do público, enquanto temos jogos de futebol a valores altíssimos, é triste ver a ignorância de um povo que não pensa no seu futuro e em um crescimento cultural. Acrescento a minha crítica aos colegas da minha escola, a qual é uma das escolas de maior nível aquisitivo de alunos de São Paulo e que os mesmos tem condição de frequentarem teatros, cinemas e não levam a sério o que dizem ser a sua futura profissão, porém na madrugada anterior estavam todos no "Gambiarra" fazendo a festa. É um descaso enorme, afinal, fama se ganha, mas sem talento, esforço e comprometimento, não se sustenta...

sexta-feira, 12 de março de 2010

My Fair Lady

"My Fair Lady", de George Cukor.

 Um musical que surpreende, do início ao fim, sem dúvidas!
 Temos aqui um musical de 1964, época em que os musicais começavam a ficar massantes por seu formato. Os estúdios Warner fizeram a mais pomposa de suas apostas e faturaram alto com "My Fair Lady", foi vencedor em 8 prêmios Oscar, 3 prêmios Globo de Ouro, 1 NYFCC Award e ocupa atualmente a 8ª posição na lista dos 25 maiores musicais americanos de todos os tempos.
 No filme temos a história de Eliza Doolittle, uma florista de rua que trabalha por centavos vendendo violetas e acaba conhecendo Henry Higgins, um renomado professor de fonética que tem uma capacidade incrível de identificar as pessoas por suas vozes. Através de uma aposta proposta por um amigo, Higgins tem 6 meses para transformar aquela garota que praticamente é uma mendiga vulgar em uma dama da mais alta classe.
 A comédia reina o tempo todo, Eliza, interpretada por Audrey Hepburn, é super temperamental e histérica, mas tem um toque de boa moça que dá um ar cômico gostoso as suas discussões com o professor Higgins. Cenários bonitos e bem trabalhados nos fazem até pensar que esse filme pudera ter sido gravado em 1980 ou algo em torno disso, a qualidade é de tal tamanho que fiquei surpreso quando lí a ficha técnica do filme e ví se tratar de 1964. O enredo do filme não foge muito do desafio proposto ao professor e o desenrolar do progresso de Eliza. O engraçado foram os detalhes propostos, que de tão minimalitas passam quase despercebidos, desde a corrida de cavalos onde todo o cenário e o figurino de cena é composto de preto, branco e cinza - traduzindo perfeitamente a frieza das pessoas daquela época - até mesmo os sentimentos dos personagens, no filme todo não aparece uma única vez um "eu te amo" nem mesmo do garoto apaixonado por Eliza. Quando começamos a ter uma pequena noção de algum sentimento entre Eliza e o professor Higgins já nos damos por conta da última cena do filme e o mesmo acaba nessa incógnita dos dois.
 Ainda não acredito que aguentei duas horas e quarenta e três minutos assistindo o musical, tenho que enfatizar que é excelente mesmo, pois não tenho paciência nem para filmes de mais de uma hora e meia, quem dera para quase três horas então! E fiquei preso do começo ao fim do filme, enfeitiçado! Recomendo para quem assim como eu acha que os musicais antigos são todos monocordes, bobos e massantes, nos faz mudar de opinião, My Fair Lady é diferente, com toda certeza!
 Uma curiosidade: 
 Recusaram Julie Andrews (de A Noviça Rebelde), que protagonizara a peça na Broadway, pelo simples fato de ela ainda não ser muito conhecida, substituindo-a por Audrey Hepburn, um dos nomes mais consagrados de Hollywood. No fim, Julie Andrews levou a estatueta de Melhor Atriz por Mary Poppins, seu primeiro filme, enquanto que Audrey Hepburn nem sequer chegou a ser indicada.
 Rede Globo, fica a dica! :D

quinta-feira, 11 de março de 2010

A Casa de Bonecas

"A Casa de Bonecas", de Henrik Ibsen.

 A Casa de Bonecas trata-se de uma peça na qual Ibsen critica a burguesia, retratando valores morais da época e desvalorizando o amor, tudo se baseia nos valores.
 Na peça temos a protagonista Nora, esposa de Helmer, como uma mulher servil, submissa e uma verdadeira bonequinha de Helmer. Por amor a Helmer, em seu passado Nora cometeu um crime, falsificou uma assinatura para conseguir um empréstimo, pois precisava de dinheiro para salvar a saúde do marido. O engraçado disso é que ela esconde até os dias em que se passa a peça esse segredo, pois a moral da época é severa e uma mulher que falsifica uma assinatura e pede um empréstimo em nome do amor é a maior desgraça para a honra de seu marido. É interessante notar o comportamento de Nora e o final da história, que levam o espectador a enteder o título da peça, Nora nunca passou de uma boneca pra Helmer, quando Helmer pede a Nora se ela foi feliz e ela responde: "Nunca, apenas alegre", aí conseguimos entender o parâmetro que Ibsen estabeleceu, segundo ele não somos eternamente felizes, apaixonados, essa felicidade eterna são momentos, coisa que é real até hoje! O que realmente somos é alegres, cabisbaixos em relação a realidade mas com aquele orgulho ignóbil que nos motiva a continuar mesmo sem esperar nada do futuro.
 O bom de Ibsen e que lhe rendeu tamanho reconhecimento foi o seu realismo, seu modo de criar, não vemos nessa peça uma Nora que morre de amores e que sofre a peça inteira por um pecado carnal, mas sim uma Nora como tantas outras que podem existir na platéia, uma Nora real. Ibsen destrói o sacríficio feito por Nora em nome do amor, mostra as reais consequências do que teríamos visto caso o seu segredo fosse revelado a sociedade, o marido a abandonaria, assim como a humilhou e dispensou quando soube do que ela fez. Vemos então uma Nora frágil, de olhos abertos e sem defesa alguma, encarando sua fraqueza e infantilidade de boneca, porém confirmando que isso não se trata de um romance e que para viver "feliz" não é ao lado do príncipe que ela deve continuar, mas sim seguir sozinha e como diz na própria peça: "educar-se".
 Quebra muitos parâmetros que estamos acostumados a antecipar, nos dá possibilidades que não pensamos na hora que assistimos e nos faz analisar Ibsen como um divisor de águas moderno. Muito boa!